Evolução do mercado: Instrumentos óticos e de medição (CN 90) — 2015–2025
Introdução
A posição CN 90 abrange um leque muito alargado de produtos de elevada intensidade tecnológica — desde instrumentos óticos e de fotografia até equipamento médico-cirúrgico, instrumentos de medição e controlo de precisão, e respetivas partes e acessórios. Trata-se de uma posição-setor de cabeçalho que agrega 34 subposições, refletindo a heterogeneidade de uma indústria que atravessa setores tão diversos como a saúde, a indústria, a defesa e a investigação científica.
No período compreendido entre 2015 e 2025, o comércio externo da União Europeia neste segmento registou uma trajetória de crescimento robusto, sustentado sobretudo pela subida dos preços unitários e pela consolidação da posição de superavit estrutural. As exportações da UE para países terceiros cresceram 55,8% em valor, atingindo os 131,8 mil milhões de euros em 2025, enquanto as importações aumentaram 52,7%, para 91,0 mil milhões de euros — resultando num saldo comercial positivo de 40,8 mil milhões de euros, o mais elevado da série. A base produtiva europeia, por sua vez, mais do que triplicou em valor nominal, passando de 51,6 mil milhões para 147,1 mil milhões de euros (+185,3%), sinalizando uma profunda transformação do tecido industrial associado a este setor.
O período em análise foi marcado por três dinâmicas interligadas que estruturam este relatório: (i) o crescimento do comércio impulsionado por preços e não por volumes; (ii) uma reconfiguração geográfica das parcerias comerciais, com destaque para o crescimento acelerado da China e a crescente volatilidade de alguns parceiros tradicionais; e (iii) a pandemia de COVID-19 como ponto de inflexão setorial, com efeitos particularmente visíveis nos equipamentos médicos e respiratórios.
1. Superavit comercial em expansão: o preço como motor do crescimento
1.1 O crescimento do valor do comércio superou largamente o crescimento dos volumes
A análise agregada do comércio externo da UE em instrumentos óticos e de medição revela uma descontinuidade fundamental entre a evolução dos valores e a evolução das quantidades. Enquanto o valor das exportações cresceu 55,8% entre 2015 e 2025 (de 84,6 mil milhões para 131,8 mil milhões de euros), a respetiva massa em toneladas aumentou apenas 2,0% (de 716 mil para 730 mil toneladas). Do lado das importações, o desfasamento é semelhante: +52,7% em valor (de 59,6 mil milhões para 91,0 mil milhões de euros) face a +13,5% em quantidade (de 881 mil para 1 000 mil toneladas).
| Indicador | 2015 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Exportações — valor | 84,6 mil M€ | 131,8 mil M€ | +55,8% |
| Exportações — quantidade | 716 kt | 730 kt | +2,0% |
| Importações — valor | 59,6 mil M€ | 91,0 mil M€ | +52,7% |
| Importações — quantidade | 881 kt | 1 000 kt | +13,5% |
| Saldo comercial | 25,0 mil M€ | 40,8 mil M€ | +63,1% |
Esta divergência indica que o crescimento foi essencialmente puxado por preços mais elevados e não por um aumento significativo dos volumes transacionados. Nos primeiros anos do período (2015–2019), o crescimento de valor acompanhou de perto a evolução dos volumes, sugerindo uma fase de expansão real. A partir de 2020, a aceleração dos preços — impulsionada por disrupções pandémicas, tensões nas cadeias de abastecimento e, posteriormente, pela inflação generalizada — transformou a dinâmica do mercado.
1.2 Diferenciação de preços: a posição europeia na cadeia de valor
Um dos indicadores mais reveladores do perfil do comércio da UE neste setor é o diferencial entre os preços de exportação e os preços de importação. Em 2015, o preço médio das exportações situava-se em 118 111 €/t, enquanto o das importações rondava os 67 558 €/t — uma razão de 1,75. Em 2025, ambos os preços subiram significativamente, para 180 380 €/t e 90 956 €/t respetivamente, mantendo uma razão próxima de 2,0.
| Preço médio (€/t) | 2015 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Exportações | 118 111 | 180 380 | +52,7% |
| Importações | 67 558 | 90 956 | +34,6% |
O facto de os preços de exportação serem sistematicamente o dobro dos preços de importação sugere que a UE se especializou em segmentos de maior valor acrescentado — como instrumentação médica avançada, equipamento analítico e de controlo de precisão — enquanto importa sobretudo componentes e dispositivos de menor valor unitário. Além disso, o crescimento mais acentuado dos preços de exportação (+52,7%) face aos de importação (+34,6%) indica que a UE reforçou a sua posição de premium pricing ao longo da década.
1.3 Um superavit estrutural reforçado ao longo da década
A UE manteve ao longo de todo o período um saldo comercial positivo com países terceiros na posição CN 90, que passou de 25,0 mil milhões de euros em 2015 para 40,8 mil milhões de euros em 2025 (+63,1%). A dependência líquida de importações, expressa em percentagem da produção, evoluiu de −12,2% para −31,6%, confirmando que a UE reforçou a sua posição de exportador líquido ao longo do período.
Paralelamente, a propensão para exportar subiu de 52,7% para 74,8%, e a intensidade comercial (exportações + importações em relação à produção) passou de 66,6% para 83,3%. Estes indicadores apontam para uma crescente integração do setor europeu nos mercados globais, com uma componente exportadora cada vez mais relevante para a sustentação da base produtiva.
2. Reconfiguração geográfica: a ascensão da China e a crescente volatilidade das parcerias
2.1 A China como principal fornecedor emergente
Das sete principais origens de importações da UE, a China registou o crescimento mais espetacular, mais do que duplicando o valor das suas exportações para a UE: de 7,8 mil milhões de euros em 2015 para 16,1 mil milhões de euros em 2025 (+106,7%). O mínimo do período coincidiu com o início da série (confirmando uma trajetória quase monotonicamente ascendente) e o máximo com o último ano, sugerindo que a China continuou a ganhar quota mesmo num contexto de crescente atenção estratégica europeia às dependências externas.
| Principais parceiros — Importações (mil M€) | 2015 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Estados Unidos | 19,7 | 28,1 | +42,4% |
| Suíça | 6,1 | 8,6 | +40,0% |
| China | 7,8 | 16,1 | +106,7% |
| Japão | 4,6 | 5,5 | +20,7% |
| Reino Unido | 6,3 | 6,1 | −1,9% |
| México | 2,2 | 4,2 | +89,2% |
| Coreia do Sul | 2,2 | 1,7 | −20,6% |
Os Estados Unidos permaneceram como o maior parceiro importador da UE ao longo de todo o período (28,1 mil milhões de euros em 2025), mas a China convergiu rapidamente — a sua quota relativa nas importações totais da UE duplicou praticamente de 13,1% para 17,7%. A Suíça e o México também registaram crescimentos significativos (+40,0% e +89,2%, respetivamente), enquanto o Reino Unido praticamente estagnou (−1,9%) — possivelmente refletindo os efeitos do Brexit — e a Coreia do Sul registou um declínio acentuado (−20,6%).
Do lado das exportações da UE, os Estados Unidos foram novamente o principal destino, com crescimento de 59,4% (de 22,1 mil milhões para 35,2 mil milhões de euros). A China foi o segundo destino com maior crescimento (+60,2%), atingindo 15,0 mil milhões de euros em 2025. A evolução mais marcante, porém, é a da Rússia: as exportações da UE para este parceiro atingiram um máximo de 4,1 mil milhões de euros em algum ponto do período, mas recuaram para 2,3 mil milhões de euros em 2025 (−13,2% face a 2015), refletindo o impacto das sanções económicas impostas após 2022.
| Principais parceiros — Exportações (mil M€) | 2015 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Estados Unidos | 22,1 | 35,2 | +59,4% |
| Reino Unido | 9,4 | 13,2 | +40,3% |
| China | 9,4 | 15,0 | +60,2% |
| Suíça | 4,0 | 6,4 | +62,3% |
| Rússia | 2,7 | 2,3 | −13,2% |
| Turquia | 2,3 | 3,9 | +69,3% |
| Japão | 4,3 | 5,1 | +19,6% |
2.2 Ligeira desconcentração nas importações, estabilidade nas exportações
O índice de Herfindahl-Hirschman (HHI), que mede a concentração das relações comerciais por parceiro, revelou padrões distintos nos dois sentidos do comércio:
| HHI por valor | 2015 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 1 597 | 1 509 | −5,5% |
| Exportações | 1 049 | 1 056 | +0,7% |
O HHI das importações diminuiu 5,5%, indicando uma ligeira desconcentração das fontes de abastecimento — resultado consistente com a entrada de novos fornecedores (notadamente China e México) e com a diversificação das cadeias de abastecimento. Com valor de 1 509 em 2025, as importações situam-se numa zona de concentração moderada. Já as exportações apresentam um HHI mais baixo (1 056) e praticamente estável (+0,7%), sugerindo uma base de clientes externos mais diversificada e resiliente.
A volatilidade das relações bilaterais, medida pelo coeficiente de variação (CV) ao longo do período, apresentou diferenças notáveis entre parceiros:
| Parceiro (importações) | CV |
|---|---|
| Reino Unido | 0,358 |
| Coreia do Sul | 0,331 |
| Índia | 0,283 |
| China | 0,181 |
| Taiwan | 0,042 |
O Reino Unido e a Coreia do Sul foram os parceiros de importação com maior volatilidade, refletindo respetivamente os efeitos do Brexit e as flutuações da procura setorial coreana. Taiwan, por outro lado, apresentou a relação comercial mais estável (CV de 0,042). Do lado das exportações, os Emirados Árabes Unidos registaram uma volatilidade extrema (CV de 0,616), seguidos da Rússia (0,283) — ambos refletindo a natureza episódica e sensível a fatores geopolíticos do comércio com estes parceiros.
2.3 Eventos de choque de preços e a dimensão estratégica do mercado norte-americano
A análise de choques identificou três eventos de anomalia de preços de exportação relevantes no período:
| Evento | Ano | Tipo | Anomalia | Variação | Peso no valor |
|---|---|---|---|---|---|
| Emirados Árabes Unidos | 2022 | Preço | 11,0 | +272,7% | 1,4% |
| Estados Unidos | 2022 | Preço | 9,7 | +18,2% | 32,2% |
| Tunísia | 2023 | Preço | 11,3 | +27,8% | 0,4% |
O evento mais relevante em termes económicos foi o choque de preços nas exportações para os Estados Unidos em 2022, com uma anomalia de 9,7 desvios-padrão e uma subida de 18,2% — impactando nada menos que 32,2% do valor total das exportações da UE. Este evento coincide com o período pós-pandémico de pressão inflacionária e disrupção das cadeias de abastecimento globais, sugerindo que os exportadores europeus conseguiram transmitir significativos aumentos de custos para o principal mercado de destino. O choque nos Emirados Árabes Unidos em 2022, embora de peso relativo menor (1,4%), apresentou uma variação de preços de 272,7%, indicando uma alteração pontual na composição do comércio (provavelmente envolvendo equipamento de elevado valor unitário).
Dentro da UE, a Alemanha foi consistentemente o maior importador e exportador, com valores de 25,2 mil milhões e 46,8 mil milhões de euros em 2025, respetivamente. Os Países Baixos registaram o crescimento mais acentuado (+125,9% nas importações, +109,5% nas exportações), provavelmente refletindo o seu papel como hub logístico europeu, enquanto a Irlanda se destacou como o maior exportador per capita, com crescimento de +84,3% — consistente com a especialização deste país no setor (RCA de 2,65 em 2025, o mais elevado da UE).
3. A pandemia como ponto de inflexão: transformação setorial e consolidação produtiva
3.1 Explosão da procura de equipamento médico e respiratório durante a COVID-19
O segmento CN 9019 — que inclui aparelhos de terapia respiratória, ozonoterapia, oxigenoterapia e reanimação — foi aquele que sofreu a transformação mais abrupta durante a pandemia de COVID-19. A evolução das importações da UE neste segmento ilustra de forma inequívoca o impacto da crise sanitária:
| CN 9019 — Importações | 2015 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | 2025 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor (mil M€) | 1,6 | 2,1 | 4,1 | 3,1 | 3,3 | 2,5 | 2,7 |
| Quantidade (kt) | 102 | 129 | 161 | 240 | 197 | 118 | 160 |
| Preço (mil €/t) | 15,4 | 16,0 | 25,4 | 13,0 | 16,7 | 21,0 | 17,1 |
Em 2020, o valor das importações duplicou face a 2019 (de 2,1 mil milhões para 4,1 mil milhões de euros), enquanto a quantidade subiu 25%. Em 2021, a quantidade disparou para 240 mil toneladas — o máximo da série e mais do dobro do nível de 2015 — mas o preço unitário caiu para 13 000 €/t, refletindo a massificação da produção e a normalização das cadeias de abastecimento. A partir de 2023, os volumes regressaram a níveis mais próximos da tendência pré-pandémica, embora o preço se tenha estabilizado num patamar acima do pré-COVID, sugerindo uma permanência de ganhos de valorização.
Este padrão — pico de volumes com compressão de preços, seguido de normalização com preços mais elevados — é consistente com uma fase inicial de aquisição de emergência (ventiladores, equipamento de oxigenação), seguida de uma consolidação do parque instalado e de uma maior exigência qualitativa.
3.2 Instrumentos médicos e cirúrgicos (CN 9018): o segmento dominante em crescimento sustentado
O segmento CN 9018 — instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária — é claramente o maior e mais dinâmico da posição CN 90, tanto do lado das importações como das exportações:
| CN 9018 | 2015 | 2020 | 2025 | Variação 2015–2025 |
|---|---|---|---|---|
| Importações — valor | 15,8 mil M€ | 19,3 mil M€ | 28,3 mil M€ | +79,3% |
| Importações — quantidade | 261 kt | 314 kt | 348 kt | +33,5% |
| Exportações — valor | 20,8 mil M€ | 25,2 mil M€ | 35,6 mil M€ | +71,4% |
| Exportações — quantidade | 219 kt | 268 kt | 276 kt | +25,8% |
As importações de CN 9018 representam cerca de 31% do valor total das importações da UE na posição CN 90 em 2025, e as exportações cerca de 27%. O segmento registou um crescimento sustentado e praticamente ininterrupto ao longo de todo o período, com o preço médio de exportação a subir de 94 721 €/t para 129 236 €/t (+36,4%), confirmando a crescente sofisticação e valorização dos equipamentos médicos europeus no mercado internacional.
O segmento CN 9021 (artigos ortopédicos e de prótese) foi o segundo maior segmento importador, com crescimento de 60% (de 9,1 mil milhões para 14,5 mil milhões de euros), refletindo o envelhecimento demográfico e a crescente procura de soluções de reabilitação e prótese. Do lado das exportações, os instrumentos para análises físicas e químicas (CN 9027) registaram um crescimento de 54% (de 7,9 mil milhões para 12,2 mil milhões de euros), com um preço médio de exportação que atingiu 252 340 €/t em 2025 — o mais elevado entre os segmentos analisados — confirmando a posição de liderança europeia em instrumentação analítica de ponta.
3.3 Consolidação da base produtiva europeia e crescente orientação para a exportação
A produção industrial da UE na posição CN 90 registou uma evolução particularmente notável ao longo do período:
| Produção (CN 90) | 2015 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Valor (mil M€) | 51,6 | 147,1 | +185,3% |
| Quantidade (mil milhões de unidades) | 33,1 | 41,0 | +23,8% |
Enquanto o volume de unidades produzidas cresceu 23,8% — um ritmo significativo, mas moderado — o valor da produção mais do que triplicou (+185,3%), refletindo uma combinação de fatores: subida de preços, deslocação para produtos de maior valor acrescentado e, possivelmente, a consolidação de segmentos de elevada margem como a instrumentação médica. O mínimo de produção em valor coincidiu com o início da série (2015) e o máximo com o último ano, sugerindo uma trajetória de crescimento consistente, embora o mínimo em quantidade (28,5 mil milhões de unidades) tenha ocorrido num ponto intermédio — provavelmente em 2020, devido às disrupções pandémicas.
No contexto intra-europeu, a especialização setorial revela um mapa desigual:
| País | RCA (2025) | RSCA (2025) |
|---|---|---|
| Irlanda | 2,647 | 0,452 |
| Países Baixos | 1,509 | 0,203 |
| Alemanha | 1,363 | 0,154 |
| Malta | 1,284 | 0,124 |
| Roménia | 1,027 | 0,013 |
A Irlanda apresenta uma vantagem comparativa revelada (RCA) significativamente superior à unidade, refletindo a forte presença de empresas multinacionais de dispositivos médicos e farmacêuticos no seu território. Os Países Baixos e a Alemanha seguem-se com RCAs de 1,51 e 1,36, respetivamente. No extremo oposto, países como a Eslováquia (RCA 0,28), a Croácia (0,35) e o Luxemburgo (0,36) apresentam desvantagens comparativas acentuadas neste setor.
Conclusão
O período 2015–2025 consolidou a posição da União Europeia como potência exportadora líquida no segmento dos instrumentos óticos, de medição e equipamento médico-cirúrgico (CN 90). O superavit comercial cresceu de 25,0 mil milhões para 40,8 mil milhões de euros, sustentado por uma base produtiva que triplicou em valor nominal e por uma crescente orientação exportadora (propensão para exportar de 74,8% em 2025).
Três dinâmicas principais marcaram a evolução do setor. Em primeiro lugar, o crescimento do comércio foi dominado pela subida dos preços, com os volumes a apresentar um aumento muito mais modesto — um padrão que reflete simultaneamente a inflação pós-pandémica, a crescente sofisticação dos produtos europeus e a deslocação para segmentos de maior valor acrescentado. Em segundo lugar, a geografia do comércio reconfigurou-se significativamente: a China emergiu como o fornecedor de mais rápido crescimento (+107% em importações), enquanto a Rússia perdeu relevância como destino de exportação e o Reino Unido estagnou no pós-Brexit. Em terceiro lugar, a pandemia de COVID-19 atuou como catalisador setorial, provocando picos de procura sem precedentes em equipamento respiratório e acelerando tendências de consolidação produtiva que já se delineavam.
O setor apresenta, contudo, vulnerabilidades a monitorizar. A crescente dependência da China como fornecedor (17,7% das importações em 2025), a volatilidade das relações com parceiros geopoliticamente sensíveis e a concentração das exportações num número reduzido de mercados de destino (com os EUA a absorverem mais de um quarto do valor total) são fatores de risco que justificam uma atenção estratégica contínua. Por outro lado, a forte vantagem comparativa europeia, evidenciada pela razão de preços exportação/importação de 2:1 e pelo diferencial de crescimento de preços a favor das exportações, sugere que a UE dispõe de uma base sólida para enfrentar estes desafios — desde que mantenha a aposta na inovação e na diferenciação tecnológica que caracterizam o setor.