Evolução do mercado: Laminados de aço liga (CN 7225) — 2015–2025
Introdução
O código NC 7225 abrange os produtos laminados planos de outras ligas de aço (exceto aços inoxidáveis), com largura igual ou superior a 600 mm. Esta posição tarifária reúne desde aços-silício para fins elétricos até produtos galvanizados ou sujeitos a tratamentos adicionais, constituindo um segmento estratégico para as indústrias automóvel, energética e de bens de equipamento na União Europeia.
Ao longo do período 2015–2025, o comércio externo da UE neste produto foi marcado por três dinâmicas principais: (i) uma crescente divergência entre volumes em queda e valores em forte ascensão, impulsionada pela escalada dos preços unitários; (ii) uma profunda reconfiguração geográfica das correntes comerciais, com o colapso das importações russas, o crescimento de novos mercados de destino e a redefinição do papel do Reino Unido no pós-Brexit; e (iii) uma transformação estrutural do mix de produtos, com a migração tanto das importações como das exportações para categorias de maior valor acrescentado. A UE manteve ao longo de todo o período uma posição líquida de exportadora, cuja intensidade se reforçou significativamente.
A visão geral do mercado permite contextualizar os indicadores gerais que estruturam a análise seguinte.
1. Valorização sem volume: o preço como motor do crescimento comercial
Uma das características mais marcantes do período é a divergência persistente entre a evolução do valor e do volume das trocas comerciais. Tanto nas exportações como nas importações, os volumes diminuíram significativamente entre 2015 e 2025, enquanto os valores totais registaram crescimentos expressivos — uma dinâmica que se explica quase inteiramente pela escalada dos preços unitários, agravada pelos choques de 2021–2022.
As exportações mantiveram a liderança em valor apesar da erosão dos volumes
O valor das exportações da UE para países terceiros cresceu 45,2 % ao longo do período, passando de 2 940 M EUR em 2015 para 4 270 M EUR em 2025. Contudo, o volume exportado seguiu a trajetória oposta, recuando 9,5 % — de 3,6 M t para 3,2 M t. O preço médio de exportação subiu de 819 EUR/t para 1 281 EUR/t (+56,4 %), tendo atingido um máximo de 1 502 EUR/t em 2022. A pandemia de COVID-19 marcou o ponto mínimo tanto em volume (2 938 kt, provavelmente em 2020) como em valor (2 794 M EUR), após o qual se registou uma recuperação vigorosa em valor, ainda que o volume nunca tenha regressado ao pico de 2018 (~4 144 kt).
| Indicador | 2015 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Valor (M EUR) | 2 940 | 4 270 | +45,2 % |
| Volume (kt) | 3 589 | 3 249 | −9,5 % |
| Preço médio (EUR/t) | 819 | 1 281 | +56,4 % |
As importações sofreram uma contração volumétrica ainda mais acentuada
Do lado das importações, a queda de volume foi mais pronunciada: de 1 790 kt em 2015 para 1 323 kt em 2025 (−26,1 %), atingindo um mínimo histórico de apenas 705 kt em 2020. Apesar disso, o valor das importações cresceu 55,6 % — de 1 008 M EUR para 1 569 M EUR — graças a uma duplicação dos preços médios (de 563 EUR/t para 1 186 EUR/t, +110,5 %). O pico de valor das importações situou-se nos 2 228 M EUR, igualmente em 2022.
| Indicador | 2015 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Valor (M EUR) | 1 008 | 1 569 | +55,6 % |
| Volume (kt) | 1 790 | 1 323 | −26,1 % |
| Preço médio (EUR/t) | 563 | 1 186 | +110,5 % |
O ciclo de preços de 2021–2022 e a sua descompressão parcial
O período 2021–2022 constituiu um ponto de rutura nos preços. A combinação da recuperação pós-pandemia, das disrupções nas cadeias de abastecimento, da escalada dos preços da energia (agravada pela invasão da Ucrânia) e das medidas de defesa comercial da UE (quotas de safeguarda aço, em vigor desde 2019) criou um ambiente de escassez relativa que elevou os preços unitários para máximos históricos. A partir de 2023, observa-se uma descompressão parcial, mas os preços de 2025 permanecem substancialmente acima dos níveis pré-pandemia — em 70–80 % acima de 2015, tanto em exportações como em importações. A convergência dos preços médios de importação e exportação (de uma diferença de 45 % em 2015 para apenas 8 % em 2025) reflete igualmente a mudança do mix de produtos importados para categorias de maior valor unitário.
O saldo comercial manteve-se estruturalmente positivo ao longo de todo o período, passando de 1 931 M EUR em 2015 para 2 701 M EUR em 2025 (+39,9 %), com um máximo de 3 084 M EUR registado em 2022.
2. Parcerias em mutação: sanções, Brexit e novos mercados de destino
A segunda grande narrativa do período é a reconfiguração geográfica das correntes comerciais. Do lado das importações, a dependência de fornecedores tradicionais foi drasticamente alterada por fatores geopolíticos e comerciais, enquanto do lado das exportações se observou uma diversificação significativa dos mercados de destino, com mercados emergentes a ganharem peso crescente.
A concentração das importações diminuiu drasticamente
O índice de Herfindahl-Hirschman (HHI) das importações em valor caiu de 3 457 em 2015 para 2 103 em 2025 (−39,2 %), sinal de uma diversificação acentuada das fontes de abastecimento. Em volume, a queda foi ainda mais pronunciada: de 5 038 para 2 019 (−59,9 %). As exportações, por sua vez, mantiveram uma concentração estável e relativamente baixa (HHI em valor de 942 para 1 020, +8,3 %), refletindo uma carteira de clientes já diversificada. Estes dados podem ser consultados na análise de concentração.
O colapso das importações da Rússia e a ascensão do Japão e da Coreia do Sul
A transformação mais dramática nas importações foi o virtual desaparecimento da Rússia como fornecedor. As importações da Federação Russa passaram de 62 M EUR em 2015 para apenas 0,4 M EUR em 2025 (−99,4 %), refletindo as sanções comerciais impostas pela UE após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. Esta saída abrupta criou espaço para que outros fornecedores asiáticos capturassem a quota de mercado — com destaque para o Japão (+536,9 %, de 28 M EUR para 178 M EUR), Taiwan (+224,3 %, de 26 M EUR para 86 M EUR) e a Coreia do Sul (+67,3 %, de 135 M EUR para 225 M EUR). A China manteve-se como o principal fornecedor extra-UE, com valores estáveis em torno dos 555 M EUR (−1,6 %), embora com elevada volatilidade (CV = 0,93).
O Reino Unido apresentou um crescimento nominal de 548,3 % nas importações da UE (de 52 M EUR para 336 M EUR), mas esta variação reflete sobretudo a reclassificação do comércio de intra-UE para extra-UE a partir de 2021, aquando da efetivação plena do Brexit, mais do que um crescimento real das trocas.
| País | 2015 (M EUR) | 2025 (M EUR) | Variação | CV |
|---|---|---|---|---|
| China | 564 | 555 | −1,6 % | 0,93 |
| Reino Unido | 52 | 336 | +548,3 % | 0,59 |
| Japão | 28 | 178 | +536,9 % | 0,45 |
| Coreia do Sul | 135 | 225 | +67,3 % | 0,19 |
| Taiwan | 26 | 86 | +224,3 % | 0,38 |
| Turquia | 53 | 51 | −3,0 % | 0,36 |
| Rússia | 62 | < 1 | −99,4 % | 0,57 |
Os mercados de exportação emergentes consolidaram-se como motores de crescimento
Do lado das exportações, a UE diversificou significativamente os seus destinos. Os Estados Unidos e a Turquia mantiveram-se como os maiores mercados (679 M EUR e 743 M EUR em 2025, respetivamente), mas o crescimento mais espetacular registou-se em mercados anteriormente periféricos: México (+325,1 %, de 115 M EUR para 489 M EUR), Índia (+135,9 %, de 108 M EUR para 255 M EUR) e África do Sul (+130,9 %, de 89 M EUR para 205 M EUR). A China, apesar de manter um volume significativo (295 M EUR), foi o único grande destino a registar uma quebra (−13,8 %).
| País | 2015 (M EUR) | 2025 (M EUR) | Variação | CV |
|---|---|---|---|---|
| Turquia | 429 | 743 | +73,2 % | 0,09 |
| EUA | 493 | 679 | +37,7 % | 0,16 |
| Reino Unido | 430 | 567 | +31,8 % | 0,29 |
| México | 115 | 489 | +325,1 % | 0,29 |
| Índia | 108 | 255 | +135,9 % | 0,18 |
| África do Sul | 89 | 205 | +130,9 % | 0,23 |
| China | 342 | 295 | −13,8 % | 0,29 |
Os dados de parceiros comerciais permitem detalhar estas evoluções.
Choques de preço pontuais em parceiros-chave
A análise de choques de abastecimento revelou três eventos de desvio anómalo significativo:
| Parceiro | Tipo | Fluxo | Ano | Desvio (σ) | Variação | Part. no valor |
|---|---|---|---|---|---|---|
| México | Preço | Exportações | 2022 | 478,8 | +61,1 % | 11,9 % |
| China | Preço | Importações | 2017 | 23,6 | +102,6 % | 36,6 % |
| Coreia do Sul | Preço | Importações | 2022 | 11,9 | +55,0 % | 18,5 % |
O choque mais intenso ocorreu nas exportações para o México em 2022, com uma anomalia de 478,8 desvios-padrão — reflexo do ciclo global de preços do aço e do fortalecimento da procura mexicana ligada ao nearshoring industrial. Nas importações, o choque de 2017 na China (preços duplicados, +102,6 %) coincidiu com o período de reestruturação da indústria siderúrgica chinesa e da imposição de medidas anti-dumping europeias. A análise de volatilidade confirma que os fornecedores asiáticos apresentam os maiores coeficientes de variação (China: 0,93; Vietname: 1,09; Índia: 0,93), enquanto as exportações para parceiros tradicionais como a Turquia (0,09) e os EUA (0,16) são significativamente mais estáveis.
3. Ascensão dos produtos transformados: a reestruturação do mix de aços de liga
A terceira dinâmica fundamental é a transformação do mix de produtos transacionados. O período 2015–2025 assistiu a uma migração clara tanto das importações como das exportações de produtos laminados básicos (a quente) para categorias de maior valor acrescentado, como o aço-silício, os produtos galvanizados e os laminados "mais trabalhados". Esta transição reflete tanto a evolução da procura industrial como o impacto das medidas de defesa comercial.
O colapso das importações de laminados a quente básicos
A mudança mais dramática ocorreu nas importações dos dois segmentos de laminados a quente simples: o código 722530 (em bobinas) e o 722540 (não em bobinas). Em conjunto, estes dois segmentos representavam 1 218 kt e 545 M EUR em 2015, constituindo a base das importações. Em 2025, o volume combinado despenhou para apenas 94 kt e 98 M EUR — quedas de 92 % em volume e 82 % em valor. Esta evolução é consistente com a aplicação de direitos anti-dumping e medidas de safeguarda da UE, que limitaram fortemente as importações de aço básico de países terceiros.
Em contrapartida, registaram-se crescimentos extraordinários em segmentos de maior valor:
| Segmento | 2015 (kt) | 2025 (kt) | Variação | 2015 (M EUR) | 2025 (M EUR) | Variação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 722530 — HR, bobinas | 497 | 23 | −95,4 % | 195 | 17 | −91,7 % |
| 722540 — HR, não bobinas | 721 | 71 | −90,1 % | 350 | 82 | −76,7 % |
| 722519 — Aço-silício, não orientado | 304 | 393 | +29,3 % | 160 | 326 | +103,1 % |
| 722511 — Grãos orientados | 107 | 219 | +105,3 % | 188 | 522 | +177,7 % |
| 722550 — Laminado a frio | 36 | 75 | +111,1 % | 26 | 57 | +118,5 % |
| 722592 — Galvanizado por imersão | 118 | 305 | +159,3 % | 79 | 257 | +226,0 % |
| 722599 — Mais trabalhado | 5 | 236 | +4 343 % | 8 | 308 | +3 953 % |
A comparação por segmento de produto confirma a magnitude desta transformação.
O crescimento excecional do segmento 722599 ("mais trabalhados", excluindo galvanizados e aço-silício) é particularmente notável: de apenas 5 kt em 2015 para 236 kt em 2025 — um crescimento de 44 vezes. A sua subida mais pronunciada ocorreu entre 2020 e 2021 (de 9 kt para 151 kt), sugerindo uma possível reclassificação aduaneira de produtos que, anteriormente, entravam sob códigos de laminados simples. Por sua vez, o aço-silício de grãos orientados (722511), essencial para transformadores e infraestruturas energéticas, praticamente duplicou em volume e quase triplicou em valor, refletindo a aceleração da transição energética europeia. O seu preço médio em 2025 atingiu 2 387 EUR/t — o mais elevado de todos os subprodutos, evidenciando a sua natureza altamente especializada.
As exportações mantiveram a base em laminados quentes, mas com crescimento nos produtos revestidos
Do lado das exportações, a estrutura do mix é substancialmente diferente: os laminados a quente continuam a dominar, representando cerca de 46 % do valor exportado em 2025. No entanto, observa-se uma erosão gradual destes segmentos básicos e um crescimento consistente dos produtos revetidos e transformados.
| Segmento | 2015 (kt) | 2025 (kt) | Variação | 2015 (M EUR) | 2025 (M EUR) | Variação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 722530 — HR, bobinas | 1 169 | 716 | −38,8 % | 614 | 562 | −8,4 % |
| 722540 — HR, não bobinas | 795 | 780 | −1,9 % | 940 | 1 403 | +49,3 % |
| 722592 — Galvanizado por imersão | 662 | 850 | +28,4 % | 492 | 983 | +99,7 % |
| 722599 — Mais trabalhado | 321 | 393 | +22,5 % | 308 | 579 | +88,0 % |
| 722550 — Laminado a frio | 303 | 222 | −26,7 % | 232 | 279 | +20,6 % |
| 722591 — Galvanizado eletroliticamente | 99 | 120 | +21,8 % | 92 | 154 | +68,6 % |
| 722511 — Grãos orientados | 111 | 135 | +21,3 % | 167 | 262 | +56,5 % |
O segmento 722592 (galvanizado por imersão) tornou-se o segundo maior em volume de exportação (850 kt), ultrapassando os laminados a quente em bobinas. Os seus preços de exportação subiram de 743 EUR/t para 1 126 EUR/t (+51 %), refletindo a crescente procura global de aço revestido para a indústria automóvel e de construção.
A base produtiva e a especialização dos Estados-Membros
Os dados de produção industrial (PRODCOM) indicam um crescimento nominal muito significativo da produção europeia (de 331 kt e 278 M EUR em 2015 para 17 289 kt e 18 471 M EUR em 2025). Contudo, os valores iniciais são manifestamente inferiores ao volume de exportações do mesmo ano, o que sugere uma cobertura estatistical incompleta do inquérito PRODCOM nos primeiros anos do período. A evolução deve, por isso, ser interpretada com cautela enquanto reflexo de uma melhoria progressiva da recolha de dados mais do que de um crescimento real da produção.
A análise de especialização revela uma concentração geográfica clara da produção europeia:
| Estado-Membro | RCA | RSCA | Quota na produção |
|---|---|---|---|
| Áustria | 4,35 | 0,63 | 14,3 % |
| Finlândia | 4,35 | 0,63 | 4,4 % |
| Eslováquia | 2,90 | 0,49 | 6,1 % |
| Suécia | 2,77 | 0,47 | 6,6 % |
| Bélgica | 2,00 | 0,33 | 16,9 % |
Estes cinco países concentram a quase totalidade da vantagem comparativa europeia no segmento, com RCAs (Índice de Vantagem Comparativa Revelada) significativamente superiores a 1. No extremo oposto, países como a Grécia (RCA = 0,001), a Letónia (0,003) e a Croácia (0,003) são praticamente ausentes deste subsector.
Autonomia crescente, mas com trade intensity em declínio
Os indicadores de vulnerabilidade e autonomia revelam uma evolução contraditória mas coerente com o conjunto da análise:
| Indicador | 2015 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Dependência líquida de importações | −2,6 % | −20,3 % | — |
| Intensidade comercial | 53,2 % | 29,5 % | −44,5 % |
| Propensão exportadora | 37,0 % | 24,3 % | −34,4 % |
A dependência líquida de importações (valores negativos = posição exportadora líquida) reforçou-se de −2,6 % para −20,3 %, com um máximo de −42,8 % registado provavelmente em 2022 — confirmando que a UE consolidou a sua posição de exportador líquido. A intensidade comercial (trade intensity) e a propensão exportadora (export propensity) diminuíram significativamente, o que pode refletir o crescimento mais rápido da produção doméstica (melhor cobertura dos dados PRODCOM) relativamente ao comércio externo, bem como a orientação das exportações europeias para a satisfação de uma procura interna crescente, nomeadamente no setor das energias renováveis e da mobilidade elétrica.
Conclusão
O período 2015–2025 transformou profundamente o comércio externo da UE em laminados de aço de liga (NC 7225). Apesar de uma contração sustentada dos volumes — exportações −9,5 %, importações −26,1 % —, o valor das trocas cresceu mais de 45 % em ambos os sentidos, impulsionado por uma escalada de preços que atingiu o auge em 2022 e cujos efeitos ainda não se dissiparam totalmente.
Do ponto de vista geográfico, a reconfiguração foi igualmente profunda: a virtual exclusão da Rússia como fornecedor, a reclassificação do comércio com o Reino Unido no pós-Brexit, a consolidação do Japão e da Coreia do Sul como alternativas asiáticas, e a emergência do México, da Índia e da África do Sul como mercados de exportação em forte crescimento redesenharam a arquitetura comercial do setor. A concentração das importações diminuiu quase 40 %, refletindo esta diversificação.
Finalmente, a estrutura do mix de produtos evoluiu de forma inequívoca em direção a categorias de maior valor acrescentado. Os laminados a quente básicos, outrora dominantes nas importações, praticamente desapareceram do comércio extra-UE, substituídos por aço-silício, produtos galvanizados e laminados com tratamentos adicionais. Do lado das exportações, os produtos galvanizados e transformados ganharam terreno face aos laminados simples. Esta dupla transição — na geografia e no mix de produtos — reflete um setor siderúrgico europeu em reorientação estrutural, que combina uma base exportadora sólida e diversificada com uma crescente dependência de importações especializadas de elevado valor tecnológico.